Desde os idos remotos do homem, as ervas são utilizadas como recurso de cura. Até hoje, inclusive, pode se observar que os chimpanzés selecionam as ervas que escolhem para comer, de acordo com problemas de saúde que apresentam.

Estudos formais apontam que o uso medicinal das ervas é anterior ao processo civilizatório. Em sua sabedoria primal, já o homem das cavernas certamente sabia coletar ervas específicas para tratar alguns males que o acometia, simplesmente pela observação; bons exemplos são as ervas Papaver somniferum L., Sambucus ebulus L., Fumaria officinalis L., Verbena officinalis L., Saponaria officinalis, Menyanthes trifoliata, dentre outras.

Ao passar do estágio de paleolítico para o Neolítico, o homem começa então a plantar seu alimento, ao invés de simplesmente coletar, e obviamente começa a plantar também outras ervas que lhe eram úteis, como as ervas medicinais que conhecia então. Com o advento do fogo, e mais tarde o legado da escrita, se estabeleceu a sofisticação civilizatória a este antigo hábito herbalista, de modo que as ervas passaram a poder serem cozidas e torradas, e a transmissão do medicamento poderia passar então a ser feita por via escrita, e não somente a tradição oral.

No século XI, já com o poder de uma língua bem desenvolvida, milênios de tradição herbalista autóctone, e o requinte dos livros ricamente ilustrados e adornados, foi produzido um incrível e vasto compêndio de medicina herbal, que propunha-se então a resolver centenas de problemas de saúde.

O belíssimo livro trazia instruções em outras línguas antigas, ilustrações muito bem feitas, instruções de preparo e tratamento em cada erva, o que caracteriza este trabalho não só como um importante instrumento da medicina da época, mas como uma verdadeira obra de arte.

Não se sabe com certeza quem escreveu ou sequer quem exatamente fazia uso destas informações, mas acredita-se que foi obra dos eclesiásticos, para o uso em seus antigos monastérios.

Por exemplo, o livro aponta para a raiz de Alcaçuz para o tratamento de dores no peito. No conhecimento moderno das ervas, sabemos dos poderes do Alcaçuz para tratar diversos problemas respiratórios, abcessos, bronquite, catarro, feridas, furúnculos, gota, prisão de ventre, úlceras gástricas, dentre outros.

O Alcaçuz possui ação anti-inflamatória, anti-espasmódica, expectorante, mucolítica, antitússico, antimicrobiana, antioxidante, anti-séptica, diurética, emoliente, laxante e tônica.

Até hoje o Alcaçuz é um excelente remédio natural para estes tratos. Mas cuidado! Existem contra indicações!

Os efeitos colaterais do alcaçuz incluem retenção de líquidos, aumento da pressão sanguínea, diminuição da concentração de potássio no organismo, dor abdominal, dor de cabeça e dificuldade respiratória.

Para grávidas o alcaçuz está contraindicado, assim como para mulheres em fase de lactação. É contraindicado também para pessoas com anemia, pressão alta, glaucoma, problemas cardíacos.
Quando a pessoa está fazendo o uso de anticoncepcionais orais e remédios para reposição hormonal, o Alcaçuz também é contra indicado.

Realmente, este livro é um incrível legado do passado, e uma incontestável obra de arte da saúde humana. O mais bacana disso tudo, é que a tecnologia digital faz este livro estar integralmente disponível para você. Exatamente! Está totalmente acessível!

Você poderá obter acesso completo ao livro digitalizado neste link . Você pode navegar por ele, aumentando o tamanho da imagem, e folheando virtualmente a cada página. É realmente fascinante!

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